9 June 2008

escrever ou to write?

Acabei de acabar de escrever minha application pro curso que me trouxe a Londres. E agora, mais do que nunca, sinto a área do meu cérebro relacionada à linguagem um tanto quanto embaralhada!

Em busca de palavras em inglês, tento lembrar das palavras em português. E tem sido cada vem mais difícil. Acredite. Até mesmo para escrever esse post sinto que as palavras brincam de 'esconde-esconde' comigo.

Talvez seja uma espécie de vingança, pois acho que as palavras não gostam muito quando eu brinco de criar meilogismos com elas. Ou talvez sejam as pessoas que não gostam...

Certa vez, um amigo veio me corrigir no messenger. Meu nick estava como 'Ameizing' e ele, com toda sua pompa pseudoliterata, me disse que eu estava errada. Que, por engano, havia trocado o A pelo E.

Tsc tsc tsc...

É... pensando bem, as palavras são passivas e inofensivas. Estão sempre abertas para nosso uso, abuso e bel-prazer. Nos basta apenas aplicá-las de maneira digna, coerente, respeitosa e, no meu caso, freqüente.

Até a próxima manifestação escribomeiníaca!


2 June 2008

no escurinho daquele bar da esquina

Não, não vou falar de mais um dark room que encontramos em baladas intensas e/ou baladas gays. Foundry, é mais um bar numa esquina da agitada Old Street. Confesso que sua apresentação não é das melhores. Paredes pichadas. Sofás, poltronas e cadeiras que um dia, há muito tempo atrás, já foram bonitos. Um amontoado de aparelhos de TV, alguns em funcionamento, outros só em carcaça. Eu diria que o lugar é bem trash!

Em busca do banheiro desci as escadas que levavam ao toilet e a um outro lance de escadas, de onde vinham uma música interessante e a escuridão. Claro que fui ao banheiro primeiro, pois após algumas pints, susto e esfíncteres na completa ausência de luz, não parecem combinar!

Aliviada, respirei fundo e desci àquela espécie de calabouço. Percebi alguns vultos e uma grade que nos separava de um quarteto instrumental: os Dead Singer! Baixo, guitarra, bateria e trombone.

Parece uma formação descombinada. No entanto, o trombone representa o inexistente - ou falecido - vocalista de forma brilhante.
Em uma mistura de hardcore com rock progressivo (que não são meus estilos de música preferidos), a apresentação no escuro foi profundamente envolvente.

Tenho a impressão que a onda dos caras é realmente não aparecer. Nem no MySpace deles há grandes informações. Há apenas um depoimento, que no final diz: "...se você quer ouvir a música, você terá que ver ao vivo".

Mas ver o quê quando a gig é no Foundry?

Curioso? Visite os endereços:

http://www.myspace.com/deadsingerofficial


http://deadsinger.info/